Estagiar no estrangeiro: fazer a diferença, aprendendo
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- Study Abroad
- Criado em 10 novembro 2015
- Escrito por Fábio Rodrigues
Num mundo cada vez mais competitivo e globalizado, uma qualificação elevada pode não ser suficiente para conquistar um lugar no mercado de trabalho. Isto porque os empregadores procuram outros fatores no currículo de um candidato. Mas de que forma poderás preparar-te para convencer uma empresa a apostar em ti? Estagiar no estrangeiro poderá ser uma das respostas.
A importância de “aprender, fazendo” é bem conhecida. Cada vez mais, fatores ligados à prática e à experiência são valorizados pelos empregadores. Esta preferência está provada em diversos inquéritos realizados junto de quem tem nas mãos a decisão de contratar.
Estudos como o realizado pelo portal The Chronicle (2012), em que foram entrevistados cerca de 50.000 empregadores, comprovam que a característica mais valorizada pelos patrões é a realização de um estágio por parte do candidato (23%). No mesmo sentido, dos cinco fatores valorizados, quatro estão relacionadas com a experiência: “emprego durante os estudos”; “trabalho de voluntariado” e “atividades extracurriculares”. A formação académica surge sozinha neste top-5, com a “formação universitária” em terceiro lugar, com 13% das escolhas.
Ser um num milhão
Perante esta importância que é dada à diversidade curricular, obtida através de experiências práticas, qual pode ser a forma de aumentar a tua atratividade para o mercado de trabalho? Estagiar no estrangeiro é uma das soluções. Através de uma experiência deste tipo, poderás diferenciar o teu currículo e torná-lo único. Para além disso, ganharás competências muito específicas (sobretudo ao nível das competências transversais ou soft-skills), normalmente apreciadas pelas entidades empregadoras.
Esta realidade está de acordo com um estudo apresentado em 2012, durante a Conferência da Associação Europeia para a Educação Internacional, em Dublin. Uma das metas desta apresentação passava, precisamente, por descobrir formas de “aumentar o conhecimento dos estudantes sobre as vantagens da realização de estágios (internacionais) e do desenvolvimento de soft-skills”.
Com esse objetivo em mente, os autores do estudo inquiriram responsáveis de empresas de diversos países, concluindo que 63% dos empregadores valorizam uma experiência internacional, enquanto apenas 12% responderam que não o fazem. Os restantes 25% consideraram “depender dos casos”.
Da mesma forma, quando se perguntou aos empregadores quais as competências que consideram fundamentais, eles realçaram novamente a “experiência internacional” , com 56% dos empregadores a considera-la “importante” ou “muito importante”.
Estes são números que indicam a importância que um estágio no estrangeiro pode ter no futuro profissional, não só do ponto de vista de aumentar as possibilidades de contratação, mas também tendo em conta o desenvolvimento pessoal.